A constante utilização de caminhões de carga demanda a realização de um plano de manutenção preventiva para garantir a conservação da frota. Esse é um fator que agrega valor aos serviços de transporte, melhorando também a produtividade da empresa.

Para que o seu negócio seja beneficiado por esse diferencial estratégico, é necessário construir um plano detalhado para a atividade de manutenção. Neste artigo, você conhecerá quais avaliações devem fazer parte do planejamento e quais resultados podem ser esperados. Aproveite a leitura!

O que é um plano de manutenção preventiva?

Em resumo, a manutenção preventiva é um modelo de reparo com uma inspeção regular que tem o objetivo de evitar a queda de produtividade na empresa e defeitos nos equipamentos. Para quem tem uma frota de caminhões com desgastes constantes, é bastante comum ter que lidar com defeitos frequentes nos caminhões, os quais acabam pesando na produtividade e entrega de cargas.

Ela é feita por meio de um conjunto de testes, análises e reparos que devem ser feitos pelos profissionais responsáveis pela manutenção dos equipamentos em datas previamente marcadas, evitando assim que eles só sejam averiguados quando apresentarem algum defeito.

Também existem outros dois tipos de manutenção: corretiva e preditiva. A primeira acontece quando o equipamento apresenta algum problema que impede ou dificulta o seu funcionamento. Já a segunda é feita por meio de softwares e análises que mostram o desempenho da máquina em tempo real, conseguindo acompanhar a sua degradação e dizer com maior precisão quando uma manutenção preventiva precisa ser feita ou que o caminhão precisa ser trocado.

Quando uma empresa não realiza ou não tem planejada uma estratégia de manutenção preventiva, os seus equipamentos e veículos quebrarão com maior frequência, fazendo com que tenham que ficar longo períodos parados, o que resulta em prejuízo para a sua empresa.

Como elaborar um plano de manutenção preventiva?

O gerenciamento da frota é uma das atividades mais importantes, pois viabiliza a utilização de um patrimônio de elevado valor para a empresa. Isso quer dizer que essa área tem grande impacto na operação logística. Veja abaixo algumas dicas de como elaborar um plano de manutenção preventiva:

Elabore o orçamento da área de manutenção

Colocar a atividade de manutenção em prática requer a destinação da verba necessária para abastecer a oficina com equipamentos e materiais para reposição. Por isso, a análise dos custos para a criação de um orçamento dedicado deve levar em consideração:

  • a implantação de software de gestão;
  • a aquisição de equipamentos e ferramentas;
  • o pagamento da folha de pagamento da área;
  • os custos com a construção ou expansão do espaço da oficina;
  • os custos relacionados ao fornecimento de água e energia elétrica.

É fundamental dimensionar os recursos financeiros de acordo com a situação atual da sua empresa. Além disso, é preciso reunir algumas informações que precisam estar presentes no seu plano de manutenção, já que elas orientarão a maneira e o período ideal para fazer esses reparos. Confira a seguir alguns deles:

  • data em que será realizada a manutenção preventiva;
  • quais serão os serviços realizados;
  • que recursos serão necessários para a realização dessas atividades (ferramentas, equipamentos, roupas protetoras, entre outros);
  • quem serão os responsáveis pela manutenção (nome, cargo);
  • quais serão os gastos financeiros com essa atividade;
  • qual será a sua duração;
  • que máquinas serão reparadas.

Escolha o período ideal para realizar a manutenção

Essa atividade tem o objetivo de evitar maiores danos que deixariam o veículo ocioso por longos períodos. Por isso, a realização da manutenção deve ser planejada de modo que não consuma muito tempo.

O gestor pode definir que as inspeções serão realizadas antes do início da viagem, garantindo que o caminhão esteja em perfeitas condições para pegar a estrada. Ou pode-se optar por programar a manutenção para depois da conclusão das viagens e, com isso, identificar componentes que possam ter sofrido desgaste excessivo.

Essa é uma medida que busca minimizar o número de interrupções no processo, que pode deixar outros motoristas sobrecarregados ou causar atraso nas entregas. É importante lembrar que os momentos de inatividade também são prejudiciais, já que representam custos excedentes.

Avalie o estado atual da frota

Devido ao seu impacto na durabilidade da frota, a atividade de manutenção deve começar com a avaliação do estado no qual os caminhões se encontram. Por isso, é importante verificar:

  • a data de aquisição do veículo;
  • o total da quilometragem percorrida;
  • o desgaste dos principais componentes;
  • o ano de fabricação de acordo com a montadora.

Com base nessas informações, o gestor tem condições de estimar o período no qual será necessário realizar a substituição de peças, a troca de filtros e a checagem de fluídos. Além disso, é importante destacar que as partes do veículo possuem necessidades distintas no que diz respeito a sua manutenção.

A cabine, por exemplo, contém a maior parte dos elementos mais importantes, como o motor e o sistema de direção. Já a carroceria, o instrumento que suporta o peso da carga e está sujeito a um elevado nível de desgaste.

Crie um checklist dos principais itens verificados

Como o próprio nome sugere, um checklist é uma lista de verificações que contempla todos os itens que devem ser checados para que o veículo seja liberado para retornar às suas atividades corriqueiras.

A principal fonte de informação para comparar o desempenho do veículo são as orientações técnicas fornecidas pelo fabricante. Desse modo, é possível estabelecer comparativos de desempenho e duração das peças.

Separe a verificação de cada tipo de componente

Assim que o veículo é recebido na oficina, o primeiro passo é registrar em um documento, chamado diário de bordo, todas as ocorrências observadas pelo motorista — como ruídos, problemas para controlar a direção e lentidão no tempo de resposta do sistema de freios.

Também há a necessidade de lançar no sistema ou em um controle manual qual foi a quilometragem percorrida durante o trajeto. Para garantir que o plano de manutenção seja efetuado de acordo com a necessidade, o gestor pode separar áreas distintas de acordo com o tipo de sistema ou componente. Alguns exemplos são:

  • mecânica: tem a função de verificar o motor e os componentes relacionados ao seu funcionamento;
  • lubrificação: área responsável pela checagem e troca de lubrificantes e filtros conforme a necessidade;
  • elétrica: assegura a correta tensão de energia distribuída por todos os sistemas de bordo;
  • borracharia: realiza o rodízio dos pneus, bem como a sua substituição sempre que necessário;
  • funilaria e pintura: cuida do aspecto externo da frota, em especial para veículos plotados e que requerem cuidados estéticos;
  • tapeçaria: realiza ajustes e reparos no estofamento e tapetes.

Após a avaliação de cada etapa, o caminhão ainda passa por uma vistoria final que libera ou não seu retorno para a operação. Terminada a manutenção, é hora de avaliar os chamados indicadores de manutenção, informações que darão um parecer sobre o estado dos caminhões e equipamentos e o que deverá ser feito para diminuir os impactos negativos.

Um desses índices é o MTBF (Tempo Médio Entre Falhas), em que é possível saber qual o tempo entre um reparo e outro de uma máquina específica. Para calculá-lo, divida a soma das horas em que o caminhão está em bom funcionamento pelo número de paradas para reparos.

Como saber qual o melhor de momento de fazer uma manutenção preventiva?

Não existe uma definição padrão dos intervalos de tempo entre as manutenções de um veículo. Isso acontece porque o modo e frequência de uso de cada caminhão ou frota pode variar bastante.

Leve em consideração as horas de uso contadas no horímetro e a sua quilometragem: caminhões mais velhos e com muito tempo de uso diário estão mais propensos a terem defeitos com maior frequência.

Além disso, é possível consultar o próprio fabricante dos veículos para conseguir essa informação, já que algumas marcas apontam períodos nos quais devem ser feitas revisões para verificar o estado de saúde do caminhão.

Quais são os principais benefícios obtidos?

Além do controle sobre o desempenho da frota, esse tipo de manutenção permite a redução de gastos com reparos emergenciais e com a parada do veículo em caso de acidentes. É perceptível como os pequenos defeitos progridem para se tornar problemas que causam a interrupção da operação logística.

Além disso, o plano de manutenção preventiva diminui os seus gastos com pneus e gasolina, já que muitos defeitos fazem com que se tenha prejuízo com esses itens que não são nada baratos.

Uma outra vantagem que esse procedimento trará para a sua empresa é o ganho de confiabilidade por parte dos seus parceiros e clientes. Ter a manutenção preventiva da sua frota como uma real preocupação e diferencial fará com que eles se sintam mais seguros de utilizar seus benefícios, pois saberão que não precisarão lidar com problemas ou atrasos na entrega de cargas.

Essa é uma medida essencial para reduzir o impacto da depreciação do patrimônio e a necessidade de substituição dos veículos. A atividade de manutenção preventiva é de grande importância, pois procura implementar estratégias para avaliar o estado dos caminhões, realizar ajustes e ampliar a vida útil da frota.

Gostou de saber mais sobre os planos de manutenção preventiva para a frota de caminhões? Então entre em contato com a gente e saiba como podemos ajudar a otimizar seus serviços e rentabilidade.