O aperfeiçoamento do transporte de alimentos é um desafio constante, tanto para os produtores quanto para os distribuidores e operadores logísticos. Afinal, manter um alto nível de qualidade e preservar os perecíveis são os principais objetivos de quem atua nesse setor da economia.

Existem diversas precauções e controles que devem ser aplicados para garantir que os produtos estão aptos para comercialização e consumo. Dentre eles, a transportadora deve estar equipada com veículos especiais para essa distribuição.

Pensando nisso, veremos neste artigo as particularidades desse processo logístico e quais são as regras a serem observadas. Continue lendo para conferir todos os detalhes!

Quais leis tratam do transporte de alimentos?

As principais regulamentações que regem o processo de fabricação, armazenagem e transporte de alimentos podem ser encontradas nas normas:

O foco de ambas é controlar a execução das atividades sob o ponto de vista sanitário, para a promoção da saúde da população. Portanto, os procedimentos descritos por elas têm relação com o manuseio higiênico de alimentos, com o intuito de evitar a sua contaminação por agentes nocivos.

O texto é bastante completo e fornece orientações também para o processo logístico, determinando como as mercadorias podem ser transportadas, a avaliação das distâncias e do tempo de viagem, e a utilização de equipamento de refrigeração. Até mesmo recomendações para a iluminação, ventilação e temperatura das áreas produtivas e de depósito são descritas em detalhe.

Assim, com o comprimento dessas regras, é possível obter a padronização para as empresas que fabricam e comercializam perecíveis.

Qual é a importância de atender a essas exigências?

A etapa de transporte, muitas vezes, é responsável por causar danos às mercadorias. Isso se torna ainda mais sério quando se trata de alimentos.

Verduras e frutas, por exemplo, perdem parte do seu valor de venda quando sua aparência não agrada aos clientes. Já os produtos em conserva e enlatados não podem ser consumidos se a embalagem apresentar qualquer tipo de amassado ou corte, devido ao risco de contaminação.

Além disso, há de se destacar que os clientes estão cada vez mais conscientes sobre os seus hábitos de consumo, e essa exigência se estende para a sua alimentação. Por tudo isso, é fundamental seguir todas as normas que regem o transporte de alimentos.

Quais cuidados devem ser tomados no transporte de alimentos?

Vejamos, a seguir, quais são os principais cuidados a serem tomados para garantir a segurança do transporte de gêneros alimentícios.

1. Confira a data de validade na embalagem

Uma das medidas mais simples de se colocar em prática é a verificação dos prazos de vencimento. Trata-se de uma questão de saúde pública: produtos vencidos não podem ser comercializados. Então, se a carga tem a possibilidade de vencer durante o transporte, em caso de longos trajetos, a viagem não deve ser realizada.

Existem, contudo, algumas alternativas para evitar essa ocorrência, como:

  • direcionar tais produtos para localidades próximas;
  • utilizar o modal aéreo para encurtar o tempo de viagem;
  • modificar a organização do estoque para o método FIFO.

Além disso, é recomendado que não sejam embarcados em um mesmo compartimento produtos aptos para consumo e aqueles que se encontram vencidos, para evitar qualquer risco de contaminação.

2. Crie procedimentos de embarque e desembarque

No processo logístico, a maioria dos danos à carga acontece no momento de carregar o veículo para o transporte ou de entregá-la ao destinatário. É recomendado, portanto, criar procedimentos técnicos para delinear esse trabalho da equipe de armazém.

As principais recomendações aqui incluem a criação de regras para o empilhamento máximo das caixas e evitar o tombamento. Ao mesmo tempo, essa é uma proteção contra a contaminação também, pois as embalagens permanecem seladas durante todo o transporte.

É importante ainda limitar a abertura do compartimento de carga: as portas devem ser abertas somente no momento da entrega. Assim, evita-se a exposição desnecessária dos produtos ao ambiente externo.

3. Observe as restrições de transporte

Antes do início da viagem, outra recomendação é realizar uma inspeção para verificar as condições de acondicionamento, o fechamento das embalagens e o atendimento às especificações presentes no rótulo.

Uma das regras estabelecidas pela vigilância sanitária nesse sentido determina que as atividades de descarga de insumos e carga de produtos acabados devem ser realizadas em local específico. Essa norma garante que o local de fabricação não será contaminado pelos gases de combustão de combustível.

Por fim, não é permitido que os gêneros alimentícios sejam movidos com pessoas ou animais no mesmo compartimento, pois há risco de contaminação.

4. Controle a temperatura do compartimento de carga

Muitos produtos requerem algum tipo de refrigeração durante o transporte, para garantir a sua integridade. Esse é o caso dos:

  • laticínios e derivados;
  • alimentos congelados;
  • derivados de carnes, aves, peixes;
  • crustáceos, moluscos e frutos do mar.

Nesses casos, uma prática a ser evitada é o embarque conjunto de diversas categorias de produtos. Itens congelados demandam temperaturas mais elevadas para a sua preservação, enquanto os frios requerem apenas refrigeração. Logo, colocá-los juntos resulta em um desequilíbrio da temperatura, e a integridade dos perecíveis pode ser afetada.

Para corrigir essa situação, invista em ferramentas para o monitoramento das condições da carga durante o transporte. Também é importante assegurar que o controle de temperatura do veículo está em perfeitas condições.

Como a escolha da transportadora afeta os resultados?

Enfim, já ficou estabelecido que a logística de perecíveis requer qualificações específicas para garantir a qualidade dos produtos, certo? Com isso, vale ressaltar que a contratação de uma transportadora para esse fim deve incluir uma pesquisa cuidadosa junto ao mercado, quanto à qualificação e boa reputação.

Esse estudo tem o objetivo de identificar quais são as organizações aptas a prestar o melhor serviço, bem como a sua capacidade de atender à demanda do produtor ou fabricante. Negligenciar essa etapa de pesquisa e negociação dos serviços e obrigações de cada parte representa um grande risco para operação logística. Lembre-se: essa é uma decisão de caráter estratégico, que busca identificar as melhores práticas para o transporte de alimentos.

Então, gostou do nosso conteúdo? Agora que já conhece as regras para garantir a segurança desse tipo de transporte, entre em contato conosco e confira todas as soluções logísticas que oferecemos!