Compreender quais são os tipos de armazéns é determinante para quem trabalha com logística. Afinal, a armazenagem adequada é uma das tarefas elementares do setor. É preciso fazer a gestão correta do espaço, controlar o estoque e guardar matérias-primas, produtos e outros artigos de maneira que estejam disponíveis quando forem necessários para as atividades da empresa.

Os distintos tipos de armazém são capazes de oferecer variadas possibilidades para atender às necessidades de espaço físico, acesso e dinâmica de trabalho de cada negócio. A escolha depende do modelo que se mais se adéqua à realidade e às demandas do empreendimento.

Para ajudar a tomar uma decisão mais fundamentada e evitar custos excessivos, vamos explicaremos os detalhes sobre os 4 principais tipos e as vantagens de escolher um armazém adequado. Confira agora mesmo!

Quais são os tipos de armazém disponíveis?

1. Próprio

Como o nome indica, este tipo se caracteriza quando o local é administrado pela própria empresa detentora das mercadorias armazenadas. Neste caso, ela é responsável por fazer a gestão do espaço, definir processos, contratar funcionários para manter o controle, prover segurança e realizar todas as atividades referentes à manutenção do armazém.

Isso significa que pode haver maior gasto com a mão de obra — inclusive, devido à necessidade de treinamentos de pessoal — e as despesas para a gestão do galpão. No entanto, essa escolha também tem benefícios, como maior controle operacional, liberdade para mudanças no espaço, flexibilidade para ajustes estratégicos e possibilidade de projetar as instalações para atender às necessidades específicas de manuseio de materiais da empresa.

Para ter um armazém próprio, a empresa não necessariamente precisa alocar um espaço nas dependências da matriz ou da área industrial. Às vezes, a depender do negócio, pode ser mais interessante fazer a instalação em um local que permita fácil acesso às estradas e possa otimizar o transporte de cargas, por exemplo.

Há gestores que optam por ter centros de armazenagem até mesmo em outras cidades para facilitar a logística. É comum este tipo ser utilizado por indústrias e grandes empresas dos diversos setores, como automotivo, metalomecânico, de móveis, de eletrônicos e alimentício, entre outros.

Ao mesmo tempo que ter um armazém próprio pode trazer mais projeção no mercado de atuação da empresa, nem sempre a taxa de retorno é compensatória. Antes de ficar com essa opção, é preciso analisar quanto será realmente despendido com o depósito ou galpão. Deve-se levar em conta os gastos com pessoal, no caso de um armazém próprio, e fazer comparações com os valores oferecidos pelas outras alternativas disponíveis.

2. Público

Também existem os armazéns públicos, que incluem depósitos gerais, de móveis, de commodities, alfandegários e refrigerados, por exemplo. Esses locais são especializados e fazem cobrança de taxas de manuseio e armazenagem, que costumam ser baseadas no peso ou na cubagem das mercadorias.

Os armazéns alfandegários, por exemplo, são depósitos autorizados pelo governo em que as empresas podem estocar os produtos importados ou destinados à exportação até que sejam liberados, mediante o pagamento dos impostos aduaneiros.

A grande vantagem deste modelo é que ele tem as especificações necessárias para cada tipo de material estocado: alimentos e remédios que precisam de refrigeração, grãos, volumes grandes etc.

Ademais, os custos também podem ser mais baixos, a depender do tipo do negócio e da frequência e do tempo em que a empresa precisará usar o armazém.

3. Terceirizado

Outra maneira de armazenar mercadorias é de forma terceirizada. Nesse caso, a organização passa as responsabilidades para uma empresa contratada, que fará a gestão do depósito.

Esse modelo é bom para empresas que não querem se preocupar com o gerenciamento do armazém, já que o local é alugado e as demandas são atendidas pela terceirizada. Com isso, pode haver redução de despesas, uma vez que não há necessidade de contratar ou treinar funcionários próprios.

A terceirização é uma opção bastante procurada por pequenos empresários e também por empresas de maior porte, como as da indústria agrícola, que buscam evitar desperdícios, perdas e danos aos seus produtos.

Embora seja uma boa alternativa para as organizações que querem se concentrar nas suas principais atividades, a parte negativa da terceirização é que as empresas não têm liberdade para adaptar os processos de armazenagem ou fazer o controle de estoque da sua maneira.

4. Contratado

Por fim, há os armazéns contratados, que misturam características dos tipos anteriores. Nesse caso, a empresa utiliza um espaço de depósito que não é seu, mas são os seus próprios funcionários que ficam responsáveis por cuidar dos processos logísticos.

Isso pode tornar os custos finais mais elevados, já que há despesas tanto com o aluguel do local quanto com a contratação de pessoal. No entanto, essa é uma alternativa interessante para quem já tem uma equipe especializada e precisa apenas de um espaço para armazenagem.

Muitos costumam confundir os modelos terceirizado e contratado. A principal diferença entre eles é que, na terceirização, todo o processo é feito por outra empresa; na contratação, apenas o espaço físico é alugado para armazenagem.

Em todo caso, cada tipo de armazém tem suas vantagens e desvantagens. A melhor escolha depende das demandas e necessidades de cada negócio. De maneira simples, é preciso analisar uma série de fatores antes de decidir, como custos, layout, amplitude e localização, entre outros.

Para tanto, considere o orçamento anual da empresa e avalie o que será estocado. Pense no espaço que será necessário, como as mercadorias devem ser alocadas, de que maneira serão manuseadas, os custos envolvidos, a proximidade com a fábrica ou os pontos estratégicos da organização, dentre outros.

Quais são as vantagens de escolher o armazém adequado ao seu negócio?

A fim de garantir uma boa logística na sua empresa, é essencial fazer um planejamento adequado de armazenamento. Para isso, é preciso pesquisar bem os diferentes tipos de armazém e levar em conta características das mercadorias comercializadas.

Uma estrutura de armazenamento compatível permite um fluxo de materiais satisfatório e facilita a produção e a distribuição dos produtos. Entenda mais sobre as vantagens de escolher um armazém adequado ao seu negócio a seguir!

Ampliação da produtividade

Um local de estoque organizado e apropriado às necessidades dos produtos e da sua movimentação permite otimizar os fluxos de recebimento e saída de materiais, reduzir custos e também melhorar a produtividade na logística.

Com o correto aproveitamento de espaços verticais e horizontais e a redução de deslocamentos, por exemplo, os produtos são organizados de uma forma mais eficiente. Assim, o trabalho pode ser feito mais rapidamente e os resultados do setor melhoram.

Para isso, é importante pensar no layout do armazém e em como otimizar a gestão do estoque. A divisão dos espaçamentos deve levar em conta os tamanhos dos materiais, as características dos produtos — como precisão de determinada temperatura, umidade ou ventilação — e os equipamentos utilizados para movimentação das cargas.

Otimização de processos de picking

Outra vantagem é a melhoria dos processos de separação e preparação dos produtos — também conhecidos como picking. Uma estrutura que atenda às demandas do fluxo de estoque e à disponibilidade e quantidade das mercadorias consegue ter processos de movimentação mais rápidos. Desse modo, também há uma otimização da logística de entrega da empresa.

Para tal, os produtos devem ter fácil acesso e precisam ser identificados e armazenados de acordo com sua frequência de uso. Além disso, as áreas de recepção e expedição, os espaços para armazenamento e os corredores utilizados para movimentação dentro dos galpões precisam ser pensados de forma a facilitar a separação dos materiais e trazer mais agilidade aos processos.

Redução custos das operações

Um planejamento e aproveitamento adequado do espaço de armazenagem pode ser útil ainda para diminuir o risco de perdas por avarias e danos e reduzir os custos com os processos.

Para evitar prejuízos, é preciso observar os tipos de produtos que a empresa vai precisar armazenar e as necessidades dessas mercadorias em relação à temperatura, ventilação, umidade, conservação etc. Entre outros fatores devem que ser levados em conta, estão, por exemplo, a quantidade, o peso e as dimensões dos itens mantidos, bem como as embalagens e a resistência delas ao empilhamento.

Analisar esses fatores faz com que a empresa possa reduzir a chance de comprometimento da integridade e a segurança dos produtos e consiga até economizar. Afinal, para que a empresa se mantenha competitiva, os custos de instalação e operação dos armazéns devem ser os menores possíveis e preverem um bom retorno do investimento.

Melhoria no fluxo e movimentação

Um local que tenha uma amplitude, um layout e uma organização que comporte o volume de mercadorias geridas pela empresa permite ainda um melhor fluxo e movimentação dos produtos e pessoas.

Nesse sentido, é relevante avaliar se a área de estoque é adequada para o uso de contêineres, paletes ou outras possíveis soluções de alocação utilizadas e se os corredores garantem um deslocamento adequado de equipamentos, máquinas e pessoas. Os equipamentos de logística também devem favorecer esse fluxo, como estruturas porta-paletes, transelevadores, plataformas elevatórias, dentre outros.

Para concluir, conhecer os diferentes tipos de armazéns pode facilitar na hora de fazer uma boa escolha e permitir uma gestão de riscos mais eficiente. Lembre-se, no entanto, de que é importante que fazer um bom planejamento e observar se o espaço atende às demandas das mercadorias e permite a manutenção da qualidade dos serviços prestados.

Quer otimizar a logística da sua empresa? Entre em contato com a gente e tire suas dúvidas sobre as nossas soluções!