A precificação de serviços logísticos correta nada mais é do que a avaliação dos custos da operação e da margem de lucro esperada. Contudo, decidir como elaborar a tabela de frete da transportadora é um desafio.

Para solucionar esse cenário, é preciso ir além dos custos e das estimativas de preço. É necessário traçar um retrato completo do mercado e isso inclui a análise dos preços da concorrência e das demandas dos clientes.

Elaboramos este conteúdo para que a sua empresa possa se destacar, conquistando, assim, maior competitividade e rentabilidade. Ficou interessado em saber mais? Continue lendo para conhecer todos os detalhes!

Como funciona a precificação de serviços?

Do ponto de vista contábil, existem diversos métodos que permitem a distribuição dos custos, seja no processo de fabricação ou na revenda de produtos. Isso ocorre porque os custos podem ser observados com maior clareza.

Matéria-prima, folha de pagamentos dos operários e os gastos com maquinário podem ser quantificados e divididos pela total de mercadorias produzidas ao final do período. O mesmo pode ser dito sobre os itens adquiridos para revenda cujo cálculo envolve o valor cobrado pelo fornecedor acrescido da margem de lucro.

Por outro lado, a prestação de serviços de qualquer natureza esbarra na questão de elementos tangíveis e intangíveis, que são necessários para a sua execução. Pense nos veículos utilizados na movimentação de mercadoria.

Como fracionar a utilização desse recurso que, além de viabilizar o processo, encontra-se em depreciação e perde valor a cada ano? O que dizer da ocupação do espaço do compartimento de carga ou do peso do lote? Como estimar o custo da quilometragem percorrida sem resultar em perdas para a empresa?

Todos esses fatores devem ser considerados pelo gestor logístico em conjunto com o setor contábil, para gerar uma forma de cálculo precisa.

Como criar a tabela de frete ideal?

No meio logístico, chamamos de tabela de frete um documento que descreve a precificação dos serviços de transporte. Em geral, essa ferramenta é elaborada em uma planilha eletrônica ou funciona como uma plataforma que calcula o preço de uma entrega com base em diversos critérios.

Para esclarecer como esse processo funciona na prática, nós listamos recomendações que devem ser levadas em consideração.

1. Avalie o risco logístico das viagens

O risco é um dos aspectos intangíveis que falamos anteriormente, mas que tem grande impacto na rentabilidade das transportadoras. Como sabemos, toda atividade empresarial apresenta riscos que, no setor logístico, são considerados críticos para o desempenho das atividades.

Destacamos o roubo de cargas decorrente da ação de quadrilhas criminosas que atuam nas principais rodovias. Esse fator é calculado e convertido em uma taxa chamada GRIS ou, como também é conhecida, custos de gerenciamento de riscos.

Para fins de padronização, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) estabeleceu que a taxa de referência a ser cobrada é de 0,3% sobre o valor da mercadoria descrito na NF-e. Essa cobrança serve para ressarcir a transportadora dos investimentos realizados em tecnologia de monitoramento da frota.

2. Faça o controle dos custos operacionais

Manter uma transportadora em pleno funcionamento é uma atividade que envolve custos elevados com a manutenção da frota. Desde a aquisição de veículos e implementos até os gastos com combustíveis devem ser contabilizados para fins de precificação.

O controle dos custos possibilita, entre outros benefícios, o desenvolvimento de estratégias e procedimentos de trabalho voltados para a melhoria contínua. Essa busca por oportunidades de economia representa um ganho de eficiência da operação e, consequentemente, permite a melhoria dos serviços prestados.

3. Pesquise os preços do mercado

Em um setor competitivo como o da logística, as empresas enfrentam grande concorrência em seus respectivos ramos de atuação. Por esse motivo, a atenção ao comportamento do mercado vai além das demandas dos clientes.

Um olhar focado nos concorrentes pode fornecer informações importantes sobre:

  • a política de preços;
  • os clientes mais valiosos;
  • as novas estratégias desenvolvidas; e
  • os tipos de serviços mais requisitados.

O acompanhamento do grau de competitividade da sua empresa pode ser mais significativo do que você imagina. Isso ocorre porque a tabela de preços tem relação direta com a sua lucratividade, porém deve ser compatível com o mercado.

Por outro lado, para justificar a sua política de preços e conquistar novos clientes, é fundamental oferecer qualidade e diversificação dos seus serviços.

4. Calcule a distância da rota

Um dos principais fatores que afeta o preço do frete é a distância a ser percorrida entre o ponto de origem e o destinatário. De forma simples, quanto maior for a quilometragem total maior será valor cobrado pela transportadora.

Por isso, a tabela de frete deve ser construída e atualizada sempre que uma nova rota surgir com o intuito de obter um cálculo correto que beneficie a empresa e seus clientes. Uma das formas de otimizar esse processo é por meio do investimento em ferramentas de roteirização.

Esse tipo de sistema já está sendo amplamente utilizado para gerar o itinerário mais ágil e econômico, de acordo com local de entrega das mercadorias embarcadas. Além dessa funcionalidade também é possível acompanhar o fluxo de tráfego para desviar o percurso em caso de necessidade.

Qual é o impacto da precificação nos resultados?

É valido mencionar que um dos indicadores da saúde financeira de um negócio tem relação com os lucros obtidos. Para isso, devemos saber que há um patamar em que as empresas atingem o seu ponto de equilíbrio, ou seja, as receitas obtidas são suficientes para arcar com todas as despesas.

Com isso, qualquer valor acima desse ponto pode ser considerado como lucro. Para conquistar esse resultado, é preciso determinar preços que sejam capazes de cobrir os custos da operação em sua totalidade.

Quando isso não acontece, a transportadora começa a enfrentar problemas de natureza financeira. Isso representa o aumento do endividamento e a incapacidade de pagar obrigações de curto prazo.

Por esse motivo, a sua estratégia para conquistar a competitividade no longo prazo não deve estar atrelada a tarifas menores que as de seus concorrentes, mas, sim, à busca por adotar precificação de serviços compatível com a sua realidade e com a margem de lucro estimada para manter o negócio.

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